Coccidiose e Atoxoplasmose

2 03 2012

Não gosto de fazer publicidade a marcas no meu site, mas quando os produtos são bons sendo comprovados por mim e não apenas naquilo que me dizem, não me importo de explanar aqui as suas vantagens.

Desta vez para escrever acerca de problemas que normalmente e muito especialmente afectam a fauna europeia, mas que nenhuma ave está isenta que lhe aconteça, trata-se da coccidiose e também de um outro problema que muitos criadores desconhecem que já escrevi num artigo anterior, artigo esse redigido por um veterinário Espanhol, a Atoxoplasmose.

Decidi englobar estes dois problemas no mesmo artigo por concluir após visita ao Campeonato do Mundo em Espanha que são problemas semelhantes, quer dizer, muitas vezes tratamos as nossas aves com medicamentos de largo espectro ou então com antibióticos que abrangem uma grande quantidade de Gram- e Gram+. Sem uma análise às fezes é muito difícil definir em concreto o vírus, bactéria que afecta a ave.

Mas no Camp.º do Mundo em Espanha num stand de produtos naturais tinham um produto que era especialmente concebido para estes dois problemas (produto que não comprei), daí eu os relacionar, a atoxoplasmose, para alem de tornar saliente o esterno pelo emagrecimento da ave, tem como principal aspecto afectar o ficado (ver artigo anterior sobre Doenças hepáticas), muitas vezes vemos o fígado inflamado e achamos que é excesso de sementes gordas, errado nestes casos. Por exemplo os pintassilgos mesmo em gaiolas pequenas necessitam de uma grande quantidade de sementes gordas. Um pintassilgo para sofrer de hepatite derivado das sementes pretas, na minha opinião são casos raros, por isso normalmente quando se vê o fígado a aumentar, poderá estar relacionado com a atoxoplasmose.

Muita gente ao ver o emagrecimento da ave e a diarreia, relacionam o problema com a coccidiose intestinal, e tentam tratar estes casos com “Sulfadimetoxina”, “Sulfaquinoxalina”, etc, não surtindo qualquer efeito na melhoria da ave.

Atenção que algumas vezes o fígado nota-se mais, mas pode o problema estar no proventrículo, que aperta o fígado. Pode até ser apenas a ave com fome que provoca esta situação, basta dar uns dias uma dieta mais forte em sementes gordas para as aves melhorarem e fazer desaparecer a inflamação intestinal (a vermelhidão que se vê no abdómen, ou as marcas dos intestinos fazendo lembrar veias, descrevo desta forma para se perceber sem foto). Acontece muito nos Lizards por serem aves mais irrequietas e necessitarem de mais energia. As misturas Lights nas voadeiras grandes podem ser insuficientes.

O que já experimentei, e é desse o motivo deste artigo, é o “ESB3 30%” da “Novartis”, principio activo “Sulfaclozine (= Sulfachloropyrazine)“, só tenho a dizer maravilhas deste antibiótico, quando utilizado assim que se vê a ave a ficar ligeiramente embolada e com o ventre inchado, ou o figado inflamado, resolve. Se deixarmos a ave andar embolada muitos dias sem fazer nada, será muito difícil recuperar a ave. Alguns criadores usam mensalmente como preventivo, nisso não concordo, na minha opinião pessoal deve ser apenas fornecido quando a ave adoece. Este medicamento não é comercializado em Portugal. Parece-me ser na actualidade o melhor “amigo” dos criadores de fauna europeia, aves muito suscetíveis a coccídios.

"ESB3 30% - Novartis"

Este ano não utilizei este medicamento nos canários, pois à cerca de 2 meses mandei analisar as fezes e não tinha problemas quanto a coccidiose.

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